Até onde nosso espaço é nosso…

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Por Igor Franceschi Pires Bueno, Jovem Comunicador.

O ser humano é um ser afetivo, e mais do que isso, um ser coletivo. Exemplo disso é que vemos pessoas com diferentes hobbies, estilos, opiniões e sonhos, mas não sabemos de ninguém que vive só e se sente bem com a solidão.

Por necessitarmos da afetividade e com ela criarmos nossa história, com os meios sociais em que vivemos como o trabalho, escola, faculdade, igreja, balada, entre tantos outros, acabamos por ser frágeis caso não tenhamos algo que nos dê alguma coisa!

Construímo-nos e desconstruímos a cada segundo, absorvendo e jorrando informação, pensamentos, opiniões, sentimentos. E foi sabendo disso que a comunicação passou a ser um forte e influente vertente natural na vida do cidadão. Mas como tudo que é natural, alguns homens ambiciosos e por que não dizer maléficos e egoístas, usufruíram dessa naturalidade de uma forma não natural. A comunicação começou a caminhar para vias mais restritas e começou a ser moldada, não de ser a ser em constante mudança, mas sim de uma minoria a uma maioria, em uma estática formação de opinião.

Essa formação baseava-se no que o grupo dominante definia como certo e errado, divertido e chato, as visões sobre a família, a cultura, a comida, a estética, a natureza, a tudo que nos cerca. Sim caro leitor, a manipulação e monopólio da comunicação estavam formados. Tudo isso por puro desejo incompreensível de caos, sofrimento, ignorância ao próximo e a maldita cédula que dá a ilusão de poder: o dinheiro.

Mas as coisas não acabam aí, pois para desconstruir toda essa construção que se firma em pilares de babel, uma ajuda divina não seria o suficiente, mas sim uma ajuda humanitária de ideais em prol da sabedoria, da saúde, da educação, da comunicação e do amor!

A destruição da grande mídia se faz necessária, mas não com armas e sangue, pois muitos dos que lutaram contra esses monstros já falharam. Precisamos criar nosso próprio estado e cultura, nossa própria educação e saúde, precisamos nos educar com a sociedade alternativa, isso não é apologia a Raul ou ao movimento Hippie, mas se continuarmos indo contra um sistema falho sem a conscientização, preparo e educação internas, com as aptidões de cada um e trabalhando nelas por sermos felizes assim, falharemos, daremos murros em ponta de faca.

A criação de um novo sistema com pensamentos de libertação e condução ao próximo como um espelho e a prática da expressão libertária se faz necessários.

Esse sistema não está contido numa sala, numa cidade ou em um país, mas sim dentro de cada um. E quando dentro de nós tivermos a veracidade de leões, a corrupção brasileira em seu circo de horrores, não terá jaulas nem espectadores o suficiente para nos conter.

Enquanto trabalhamos internamente, vamos mudando o externo aos poucos e mostrando a nossa voz, pois leões nunca podem parar de rugir.

As mídias alternativas estão na área tentando nos dar mais liberdade de expressão, e porque não nos juntar a essa batalha?

A RENAJOC, por exemplo, está fazendo ações em escolas com adolescentes e jovens em vários estados do Brasil, prezando pela educomunicação e mídia livre, além de participação política.
Crie no seu bairro, cidade, algum coletivo a favor das crianças, adolescentes, jovens, idosos, não importa… Apenas aja, vamos nos juntar contra toda essa lavagem cerebral, para assim termos mentes pensantes insaciáveis e formadoras de opiniões analíticas!


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