Vamos falar sobre gênero?

Na última semana, a empresa O Boticário, lançou sua campanha para os dias d@s namorad@s, que embora tenha tentado mostrar a diversidade nos relacionamentos, expôs apenas a diversidade das pessoas brancas. Esquecendo os aspectos socioeconômicos e étnico-raciais existentes na sociedade.

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Após assistir a propaganda, fui ver o que estava acontecendo nas redes sociais. Inicialmente constatei que havia gerado uma grande polêmica. E por isso, antes de ler os comentários, pensei:

“Provavelmente estão falando sobre a representatividade. Ora, cadê @s negr@s, cadê @s asiátic@s, cadê @s indígen@s nessa diversidade? Essas devem ser as indagações”.

Porém, ao me deparar aos relatos (indignados, inclusive) vejo que não há nada consistente que endosse uma discussão. Os comentários constatados não passam da naturalização da LGBTfobia, surgindo o famoso..

“Não sou preconceituoso (homofóbico), MAS..” ou “O que as crianças vão pensar sobre isso?”

Segue alguns exemplos:

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(Imagens retiradas da página NãoSalvo)

Após ler esses e outros comentários, chego à conclusão que precisamos falar sobre SEXUALIDADES que estão estreitamente ligadas as questões de gênero.

Nossa sociedade não é apenas heterossexual, mas extremamente heteronormativa. E por isso, essa heteronormatividade impõe o silêncio do seu ser fazer no social, nas suas relações. O existente binarismo de gênero, onde separa apenas homem x mulher ou masculino x feminino nos prende e nos encaixota em um modelo dito normal.

Desta forma, analisamos que ser mulher ou ser homem são construções históricas, sociais e políticas que reflete na subjetividade e internaliza no discurso social, havendo a construção identitária. E essa identidade de gênero diz respeito a qual gênero nos identificamos e não necessariamente corresponde ao genital.

Por isso, a discussão deverá ser na problematização das ações de opressão e discriminação das práticas sexuais não heterossexuais ou das expressões de gênero distintas dos padrões hegemônicos do masculino e do feminino.

Lutemos!

Gabriel Leal – Articulador e produtor de conteúdo do Desabafo Social


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